Um dia frio com o céu nublado e o vento forte. Uma casa vazia, toda fechada e totalmente em silêncio. Um quarto escuro, com as janelas trancadas por dentro e a porta entre-aberta, deixando entrar uma pequena porçãozinha de luz. Duas taças de vinho (vazias) na mesinha de cabeceira e um abajur bem fraquinho ligado do lado. Uma cama muito gostosa e confortável. Um cobertor bem quentinho e macio. Você dentro dele. Nós dois de conchinha, inseparáveis. Carinhos nos cabelos, palavras carinhosas sussurradas nos ouvidos… E a carência lá do lado de fora, sentindo na pele o quanto é ruim ficar só. (Henrique Dias)